Males provocados pelos ruídos no organismo humano

Nosso ouvido é constituído de modo a perceber as vibrações de um corpo, sempre que essas possas ser transmitidas em um meio elástico, quase sempre o ar. Na ausência de um meio condutos (à vácuo), essas vibrações não podem ser captadas. Nosso sistema nervoso transforma essas vibrações em sensações, que podem ser agradáveis ou não. Chamamos a essas sensações agradáveis de sons e as desagradáveis, de ruídos.

Damos o nome de ruído a ausência de harmonia dessas vibrações. São perturbações sonoras, onde não há periodicidade nas vibrações, causando incômodo às nossas sensações.

O ouvido humano normalmente capta freqüências entre 20 e 20000 Hz. Abaixo dessa freqüência, entramos no campo dos infra-sons; acima dos ultra-sons, vibrações não são mais percebidas, mas podem causar um efeito danoso ao nosso organismo. Acima de 50 db, os sons podem ser definidos como nocivos, e aos 120 db, atingem o limiar da dor. Nessa faixa, podem ser também percebidos por outras cavidades (nasal, oral), além de estimular nossa sensação tátil.

O constante aumento do ruído vem preocupando os especialistas de todo o mundo. O ruído pode agir sobre o homem de forma mecânica, ou seja, transmitindo vibrações diretamente aos órgãos e aparelhos, ou por via auditiva, despertando sensações que repercutem sobre o sistema geral do organismo.

Isso pode ser nocivo não só pelo enfraquecimento do órgão auditivo, o que pode levar à surdez, mas também por perturbações das funções neurofisiológicas e psicológicas, que podem se traduzir em acidentes devido à fadiga, aos erros de localização de distância, a distúrbios do equilíbrio, conduzindo a uma notável redução do rendimento no trabalho.

Podemos reunir os efeitos do ruído em quatro grupos:

Repercussão sobre a atividade cerebral

O cérebro é talvez o órgão mais atingido pelas vibrações do som.O ruído excessivo repentino pode provocar emoções violentas, que repercutem sobre o organismo como um todo. Diversos estudos realizados comprovaram a ação do ruído, em diversas intensidades, sobre as atividades cerebrais. Mesmo durante o sono, que é o momento reparador das energias nervosas, o cérebro permanece atento aos ruídos do ambiente. Qualquer modificação significativa pode provocar uma alteração das ondas cerebrais, prejudicando a qualidade do sono.

Repercussão sobre o órgão auditivo

O ouvido é o órgão responsável por captar as vibrações externas e enviá-las ao cérebro, onde se formam as sensações. O sistema auditivo possui a capacidade de se adaptar ao som, permitindo que sejam captadas desde ruídos fracos, que são reforçados, como ruídos altos, que são amortecidos. A exposição constante a ruídos de diferentes intensidades provoca fadiga do sistema auditivo, que passa a não reagir mais aos estímulos, podendo levar à surdez.

Repercussão sobre a atividade física e mental

É sabido que o ruído proporciona uma depressão da atividade mental, com prejuízo de quase todas as funções da inteligência e, em particular, com redução no rendimento do trabalho, além de enfraquecer a atenção e a concentração sobre uma ocupação qualquer. O organismo realiza um esforço para superar o ruído e manter suas atividades normais, o que provoca ainda mais tensão e fadiga.

Repercussão geral sobre órgãos e aparelhos

Além dos danos causados ao aparelho auditivo e ao cérebro, os ruídos podem afetar as funções vegetativas, respiratórias, circulatórias e motoras. Pode-se observar queda na pressão arterial, náusea, cefaléia, vômito, perturbação do tônus muscular, perda do equilíbrio, etc. Estudos constataram também alterações eletrocardiográficas em indivíduos expostos à ruídos intensos. O ritmo respiratório também é afetado: pode chegar a 100 respirações por minuto se o indivíduo estiver exposto a um ruído de 20 db, especialmente se o sujeito estiver de pé.

Podemos observar que o ruído, em excesso, é extremamente prejudicial à qualidade de vida. É aí que notamos a importância de um isolamento acústico adequado, buscando maior qualidade no ambiente de trabalho, o que reflete diretamente da produtividade dos empregados, e também em casa, o que proporciona maior recuperação das energias mentais.

 

 


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